sábado, 26 de setembro de 2009

Enfrentamento provocado pela caixa agride bancários grevistas em Fortaleza



A greve nacional dos bancários iniciou nesta quinta feira em resposta ao fim das negociações e da proposta rebaixada dos banqueiros e do governo. A adesão ao movimento está muito boa, e em crescimento. A greve é de consciência dos trabalhadores para defender seus direitos e avançar em conquistas. E logo no início do movimento, a real postura dos Bancos se demonstra nas ruas. Perseguições, ameaças, repressões ao livre exercício, constitucional, de greve, para reagir a falta de responsabilidade dos Bancos em negociar nossas reinvidicações.

A recepção da Caixa Econômica Federal a Comissão de Esclarecimento de Greve do Sindicato dos Bancários do Ceará no Edifício Sede da Caixa, principal prédio administrativo do estado,  foi com dezenas de seguranças privados contratados para impedir o acesso dos manifestantes de entrar ou de sair do prédio. A Empresa, que é o maior Banco Social do Brasil e um dos mais importantes na mesa da FENABAN (Federação Nacional dos Bancos), alega dificuldades financeiras para apresentar uma proposta melhor em mesa de negociação, mas para contratar seguranças armados para agredir e reprimir o movimento grevista não faltam recursos do lucro da CEF.

Apesar do Comando de Crise, orgão criado pela CEF para ser responsável por soluções em períodos de conflito, ter inicialmente mantido postura intransigente, antidemocrática e antisindical, o movimento insurgiu em constantes levantes para garantir o acesso de bancários que queriam entrar no Edifício Sede da CEF em Fortaleza. O objetivo do acesso era  apenas para conversar com os colegas no ambiente de trabalho, e caso convecidos, aderir a greve. Porém, o contigente repressor dos seguranças, tinha como tarefa, impedir os manifestantes de entrar, pois haveria possibilidade de aumentar a adesão ao movimento; e impedir aqueles bancários dentro do prédio de sair, caracterizando cárcere privado.

A CEF apostou em um relaxamento da comissão de esclarecimento e não dimensionou corretamente a proporção do conflito criado por ela. É isso que dá não apostar no diálogo e na negociação, o acirramento de posições traz a insegurança, principalmente para os grevistas, funcionários da caixa, que desarmados, seriam vitimados pela repressão.

A direção do movimento, composto por mim, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos Saraiva, que representa os bancários da CEF do Nordeste na mesa de negociação permanente com a empresa, o Companheiro Will, metalúrgico, diretor da CUT (Central Única dos Trabalhadores), os diretores do Sindicato Ricardo de Paula (CTB), José Eduardo (CUT) e Plauto Macedo (CUT). procuraram o chefe da segurança da CEF no estado, que informou que o Comitê de Crise da CEF não cederia.

Sem diálogo, contamos com a solidariedade do movimento sindical, que reforçou nossas posições para garantir o direito de greve e permitir a adesão de quem estava dentro do prédio. Vieram os trabalhadores e dirigentes sindicais, das Centrais (CUT, CTB e Conlutas), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telegráfos, Sindicatos dos Vigilantes, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicatos dos Téxteis e Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Denunciamos o caso tempestivamente, através da imprensa escrita, televisiva e de internet, que deu grande cobertura ao fato. Contamos com parlamentares que nos auxiliaram na perspectiva de alçar diálogo com a empresa, como o Deputado Estadual e Líder do Governo do Estado do Ceará, Nelson Martins, que já foi presidente do nosso sindicato e do Deputado Estadual Artur Bruno, que estava em sessão do plenário da assembléia e prontamente em seu discurso, denunciou o abuso. Por fim, o presidente da CONTRAF CUT, companheiro Carlos Cordeiro e o presidente da FENAE, Pedro Eugénio, foram juntamente com os citados anteriormente fundamentais, para proteger a vida dos bancários e através da nossa luta, levar a Caixa Econômica a recuar.

Foram horas de desespero para muitos, mas de sobriedade da direção do movimento, que permaneceu firme, para fazer valer o direito de greve. A tentativa da CEF de desmoralizar o movimento falhou, bem como sua intransigência e falta de diálogo na negociação. Permaneceremos vigilantes para fortalecer o movimento que é nacional e quer respeito por que, os Bancos Abusam e os Bancários estão na Luta por melhores condições de emprego, segurança, remuneração, saúde e igualdade de oportunidades.

Carlos Eduardo Bezerra Marques
Presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hoje tem negociacao

Discutindo com a imprensa da contraf agilidade de comunicacao com redes sociais



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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BNB lança edital para cadastro de reserva

Concurso

Contrariando as expectativas, o BNB vai lançar edital, mas apenas para cadastro de reserva. A informação é da superintendente de recursos humanos do banco.

15 Ago 2009 - 20h22min

Bruno Balacó
brunoanderson@opovo.com.br

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) está se preparando para lançar, em setembro deste ano, edital de concurso público que visa a formação de cadastro de reserva. A seleção está assegurada para 2009 e já foi aprovada pela diretoria do banco, no final de julho passado. A superintendente geral de recursos humanos do BNB, Eliane Brasil, informou ao O POVO que, a princípio, seria lançado um concurso também para efetivos (com 400 vagas para os cargos de assistente administrativo, analista e especialista técnico), mas a diretoria da instituição bancária reviu a posição. "Essa era a nossa deliberação que chegou até a ser divulgada em 2008, mas hoje, a nossa posição, é de um concurso só para cadastro de reservas. Embora o edital a ser lançado não tenha vagas para efetivos, iremos delimitar a quantidade de aprovados que poderão ser convocados", explicou. A superintendente destacou que o processo de contratação da empresa encarregada de realizar o concurso já está em andamento e em breve o nome da organizadora será divulgado.
Eliane não quis revelar detalhes sobre o conteúdo do edital, mas adiantou que haverá oportunidades para cargos de nível médio e superior. "Meu recado é para que os interessados aguardem, por que falta muito pouco para o edital ser divulgado", avisou. Ela disse também que o documento será publicado no Diário Oficial da União (DOU). A reportagem apurou que, além de boas remunerações, os funcionários concursados do BNB recebem diversos benefícios, como cesta básica, auxílio-alimentação, vale-refeição, vale-transporte e assistência médico-odontológico.

SERVIÇO
Pelo site do BNB (www.bnb.gov.br), os interessados podem acompanhar novidades sobre concursos e visualizar as seleções anteriores realizadas pelo banco clicando no item 'concursos' da página principal.



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Reserva contra calote reduz lucro semestral da Caixa em 54%

TATIANA RESENDE
da Folha Online

O lucro da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 1,158 bilhão no primeiro semestre deste ano, queda de 54,5% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado.

O banco informou que um dos motivos para a redução foi o aumento na provisão de risco de crédito, que subiu 79,3% na mesma comparação, passando de R$ 863 milhão para R$ 1,548 bilhão.

BNDES tem desembolso recorde de R$ 75 bi em sete meses
Meirelles descarta prática de "taxas insustentáveis" em bancos públicos
Lucro do Banco do Brasil cresce 41% no trimestre e fica em R$ 2,34 bi
BB e Itaú Unibanco devem se alternar no topo de ranking, dizem analistas

A Caixa registrou o maior volume de empréstimos da sua história no primeiro semestre, segundo antecipou reportagem de Guilherme Barros para a Folha.

A Caixa atingiu, em junho, um total de R$ 99,2 bilhões em empréstimos, um crescimento de 56,1% em relação a junho do ano passado. Como comparação, a expansão média do crédito no mercado nesse mesmo período foi de 19,7%.

Um dos principais responsáveis por esse desempenho da carteira de créditos foi a habitação. Por conta principalmente do programa Minha Casa, Minha Vida, uma das prioridades do governo Lula, a Caixa destinou ao setor R$ 17,4 bilhões no semestre, alta de 90% em relação ao mesmo período de 2008.

Na área habitação, o banco informou que, até 12 de agosto, bateu novo recorde de contratação, aos R$ 23,2 bilhões, superando todo volume de 2008 (R$ 23 bilhões), beneficiando 453.871 famílias de todo o país.

Com esse desempenho, a instituição praticamente empatou com o Santander no quarto lugar no ranking de ativos dos bancos no país. A Caixa terminou o semestre em R$ 323,7 bilhões (alta de 22,4%), contra R$ 323,8 bilhões do Santander.

Os números da Caixa podem alimentar ainda mais a polêmica entre governo e banqueiros privados sobre sua atuação pós-crise. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, atacaram as declarações de banqueiros privados que consideram arriscada a iniciativa do governo de baixar as taxas dos bancos públicos em plena crise.



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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Centrais sindicais buscam apoio para aprovar a PEC 231/95



Agência Brasil
SÃO PAULO - Representantes de centrais sindicais – Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) – se reúnem nesta terça-feira (4) com lideranças partidárias na Câmara dos Deputados.

Os sindicalistas buscam apoio para a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem redução de salários. A PEC já foi aprovada na Comissão Especial da Câmara. O encontro começa às 14h




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Congresso da CUT debate redução de jornada de trabalho

Conversei com companheiros William, bancário de São Paulo, e Esdras, Bancário de Campina Grande, sobre comunicação e ação sindical. Congresso tá bombando!



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sábado, 23 de maio de 2009

Chapa 1 Unidade e Renovação para o Sindicato dos Bancários do Ceará apresenta candidatos

Nos dias 29 e 30 de junho e 01 de julho próximos acontecerá a Eleição para a renovação da Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários do Ceará, para o triênio 2009-2012.

A nossa chapa – CHAPA 1 UNIDADE E RENOVAÇÃO, reúne companheiros e companheiras da CUT e CTB, as duas maiores centrais sindicais do país e é a única que tem representantes de todos os segmentos da categoria: Público-BB,Caixa e BNB e dos Bancos Privados.
Isto significa um alto grau de maturidade política e responsabilidade com a categoria, porque neste momento em que vivemos os efeitos de uma crise financeira internacional com todos os seus impactos sobre a economia do país e diante dos possíveis ataques aos nossos direitos, a unidade entre os trabalhadores é a nossa maior defesa. Juntos somos mais fortes para enfrentar esse momento.
Tão importante quanto o fato anterior diz respeito a organização e funcionamento dos bancos no Brasil, que têm estruturas nacionais, atuam de forma segmentada disputando igualmente o mercado, com os mesmos produtos e serviços. Isso nos leva a ter uma estratégia de enfrentamento articulada com o restante do país. O processo de fusões e incorporações em todo sistema financeiro que coloca a defesa do emprego da categoria entre uma das principais lutas do período não será feita a contento se também não tivermos unidade de ação, local e nacional.
A discussão do papel dos bancos no Brasil, sejam públicos ou privados, está na ordem do dia, para que todos cumpram uma missão institucional, especialmente os públicos, no sentido de garantir desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda para todos.Também precisaremos de toda nossa coesão nessa luta.
já está provado que quando lutamos unidos todos ganhamos. A construção de nossa unidade em quase trinta anos é que garantiu a quantidade de conquistas que temos como patrimônio da categoria e dentre elas podemos citar a própria CCT – Convenção Coletiva de Trabalho, desejada por todos os demais trabalhadores. Registre-se que essa nossa conquista foi com muita luta, porque é aos patrões que interessa nossa divisão e isolamento.
Por fim, nós da CHAPA 1 UNIDADE RENOVAÇÃO, procuramos unir a experiência de companheiras e companheiros forjados na luta em defesa dos bancários , o sangue novo da juventude que chegou nos bancos e também aqueles que já mais vividos, iniciam sua militância no sindicato neste momento, garantindo que o passado com toda sua força acumulada e o presente com toda necessidade de novas lutas, possam de maneira responsável e equilibrada construir o futuro da nossa categoria.
“Se muito vale o já foi feito, mais vale o que será”, assim diz a música.
A defesa dos atuais empregos e a geração de novos postos de trabalho, a garantia da qualidade de vida, através de melhores condições de trabalho e saúde, melhorias na renda, com a valorização dos pisos da categoria e a implantação de novos Planos de Cargos Salários e Comissões em todos os bancos, melhorias na distribuição da PLR , a igualdade de tratamento entre homens e mulheres, o combate sistemático as metas e ao assédio moral, melhorias na formação, na comunicação e no relacionamento cotidiano dos dirigentes no dia-a-dia da categoria, cultura, esporte e lazer, dentre tantas outras, são questões que temos como desafios e vamos apresentar nos próximos materiais. Mas para nosso êxito, teremos de estar todos juntos. Por isso nos dias 29,30 de junho e 01 de julho venha junto conosco e vote na CHAPA 1 UNIDADE E RENOVAÇÃO.


visitem nosso site
http://chapa1unidadeerenovacao.hd1.com.br/index.htm

quarta-feira, 29 de abril de 2009

PSTU perde quase metade dos seus militantes

PSTU perde quase metade dos seus militantes
Eles foram acusados de se "burocratizar" dentro dos sindicatos e intimados a se desligarem das diretorias, mas preferiram deixar o partido.

Por Luana Ferreira

Sônia Godeiro (de óculos) e outros militantes do PSTU: "Eles não vão tirar nossa ideologia".

O PSTU perdeu 20 dos cerca de 50 militantes que mantinha no estado por divergências em relação ao controle dos sindicatos. Ele foi fundado em 1994 em Natal e não possui prefeitos, deputados ou vereadores no Rio Grande do Norte.
Em março, seis dos membros do PSTU que eram também diretores dos sindicatos da Saúde, Bancários e dos Servidores Federais receberam um ultimato do PSTU nacional para que deixassem os cargos, sob pena de serem expulsos do partido.

Eles faziam parte, com mais 14 militantes, da Regional 2, grupo liderado por Sônia Godeiro, que já foi candidata a governadora e constitui, junto com Dário Barbosa (da Regional 1), a "cara" do PSTU no Rio Grande do Norte.
Como não concordaram com o desligamento dos sindicatos, todos os 20 militantes da Regional 2 se afastaram do partido e a facção se acabou. O partido estava dividido em duas regionais há um ano, mas a divisão interna já existia, segundo os militantes, desde 2000.

"Eles queriam que a gente comungasse com todos as ideias do partido, e o sindicato é algo maior, que abriga trabalhadores com várias ideologias, inclusive de outros partidos", afirmou Sônia Goderio durante uma coletiva que a ex-Regional 2 convocou na manhã desta quarta-feira (15).

Outra queixa dos sindicalistas seria a atitude centralizadora da Executiva Nacional frente às discussões internas do partido. "A democracia dentro do partido se acabou", lamentou Marcos Tinôco, do SindBancários.

"Os dirigentes começaram a exercer uma relação de autoritarismo e posse nos sindicatos e deixaram de lado as questões políticas", afirmou por telefone, ao Nominuto.com, Dário Barbosa, presidente do diretório estadual e líder da Regional 1. Ele acusou os ex-companheiros, muitos deles há vários anos na direção dos sindicatos, de se "degenerarem" politicamente e se "burocratizarem" dentro das diretorias.

Para Dário Barbosa, que concorda com a decisão da Executiva Nacional, os militantes deveriam, sim, comungar com as ideias dos partidos. "Caso algum deles se elegesse vereador, como se comportariam nas votações?", perguntou.

"Eles agem assim porque não dirigem nada. São oposição a vida inteira", acusou Marcos Tinôco. Os ex-PSTU confirmaram que continuarão na luta sindical mas não consideram, ainda, o ingresso em outra legenda. "Eles podem tirar a sigla do PSTU de nós, mas não vão tirar nossa ideologia", resumiu o sentimento do grupo Gizélia Rocha, do SintSet (Servidores Federais).


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Presidente da CUT em entrevista no "Jornal das Dez", da Globo News

Jornal das Dez, da Globo News - Presidente da CUT em entrevista no "Jornal das... | CUT | Artur, Presidente, Que, Foi
Presidente da CUT em entrevista no "Jornal das Dez", da Globo News

O presidente da CUT, Artur Henrique, foi entrevistado na noite da última quarta, dia 8, no "Jornal das Dez", da emissora Globo News. Artur falou sobre o encontro daquele dia com o presidente Lula e as propostas que foram discutidas. Artur também voltou a defender a Previdência Social como direito inalienável e instrumento de desenvolvimento com distribuição de renda.

Veja aqui a entrevista, que foi transmitida ao vivo.





quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lula demitirá presidente do BB por causa de juros altos

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
08/04/2009
Lula demitirá presidente do BB por causa de juros altos

O Globo

RIO - O governo federal vem aumentando sua pressão para os bancos cortarem as taxas de juros, como forma de estimular a economia brasileira em meio à crise global. Desde o agravamento da turbulência financeira, em setembro do ano passado, o governo está centrando fogo na redução dos spreads bancários - a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que eles cobram nos empréstimos a seus clientes. Insatisfeito com as altas taxas de juros cobradas pelo Banco do Brasil, o presidente Lula decidiu trocar o presidente da instituição, Antônio Francisco de Lima Neto, como informa Ancelmo Gois em sua coluna na edição desta quarta-feira do jornal O Globo.

Em janeiro, irritado com as altas taxas de juros cobradas pelos bancos no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que a equipe econômica fizesse um estudo explicando o motivo de os spreads estarem tão elevados. Em reunião realizada naquele mesmo mês com os presidentes de Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia, Lula exigiu também que os bancos públicos assumissem a liderança no processo de redução dos spreads.

O presidente também quer que o setor privado reduza suas margens. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial das taxas de juros reais (acima da inflação projetada para os próximos 12 meses): 6,5% ao ano. Em segundo lugar, está a Hungria, com 6,2%.

Vamos entrar numa nova fase. O presidente Lula está extremamente preocupado com os juros na ponta e determinou ao Banco do Brasil e à Caixa uma revisão das taxas que estão cobrando acima da Selic - afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em dezembro.

Em evento realizado também em dezembro, em Brasília, Lula disse que não entendia o motivo de os juros se manterem elevados mesmo com ações de ajuda do governo.

Segundo dados do Banco Central, a taxa de juros média de empréstimos a pessoas físicas no país está hoje em 52,7% ao ano. Para empresas, a taxa média é de 30,8% ao ano. O spread médio no crédito para pessoa física fica em torno de 45% ao ano. E, de acordo com estudo feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o spread mais adequado seria de cerca de 16% ao ano, em média, cinco pontos percentuais acima da taxa básica de juros (a Selic), hoje em 11,25% anuais.

Uma ideia em estudo no governo seria dar publicidade a um ranking mostrando quais bancos têm os maiores spreads. Segundo técnicos do Ministério da Fazenda, embora os consumidores já contem com a tabela do Procon para saber quem cobra mais, a divulgação do ranking seria uma pressão adicional. No Palácio do Planalto, a expectativa é que haja um constrangimento das instituições.

Outra proposta do governo é a criação de um cadastro de bons pagadores e a redução de tributos incidentes nas operações de crédito. Segundo o Banco Central (BC), o spread é composto por custo administrativo (13,5%), inadimplência (37,35%), compulsório (3,59%), tributos (8,09%), outros impostos (10,53%) e margem líquida dos bancos (26,93%). Nos dois últimos meses do ano passado, apesar da manutenção da taxa básica de juros, houve forte alta no spread devido à crise global.

Para estimular a economia, o BC começou a reduzir a taxa básica de juros em janeiro, de 13,75% ao ano para 12,75%, sob fortes críticas de que já deveria ter iniciado esse movimento antes. Em março, mais um corte significativo, para 11,25% . No mesmo dia, BB, Caixa e os bancos privados acompanharam e reduziram suas taxas. O BB baixou em 0,12 ponto percentual o juro mensal na linha empresarial de capital de giro - apenas acompanhando o ritmo de corte da Selic -, que, em março, passou a variar entre 5,11% e 7,69% . No cheque especial (pessoa física), o juro máximo caiu de 7,91% para 7,85% ao mês.

A Caixa Econômica Federal reduziu os juros em mais de dez modalidades de crédito. O cheque especial, por exemplo, passou de 6,89% para 6,83%. Na linha de capital de giro, a taxa mínima para pequenas e médias empresas caiu de 2,15% para 2,04%.

No setor privado, o Bradesco, por exemplo, baixou o juro mínimo do cheque especial de 4,78% para 4,70%, e o máximo, de 8,56% para 8,44%. As modalidades CDC e leasing de veículos também tiveram redução de juros. Para as empresas, a linha de capital de giro só recuou 0,02 ponto (1,98% a mínima e 5,02% a máxima). Itaú e Unibanco, que anunciaram fusão em novembro mas ainda operam em separado suas carteiras de crédito, anunciaram cortes de 0,12 ponto em cheque especial, crédito pessoal e capital de giro. O grupo Santander, que inclui o Real ABN Amro, só repassou o corte da Selic para o crédito à pessoa física. O cheque especial caiu de 9,70% para 9,57%, na taxa máxima, e o crédito consignado passou de 1,65% para 1,52%, na mínima.

Lima Neto

Antonio Francisco Lima Neto é funcionário de carreira do Banco do Brasil. Ele ingressou no BB como menor aprendiz, ocupou cargos em todas as esferas do Banco e assumiu a presidência, em caráter interino, por indicação de Rossano Maranhão, que deixou o cargo em novembro. A promessa de manter administrações técnicas no Banco do Brasil e Caixa durante o segundo mandato foi feita pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda durante a campanha, em visita que fez ao BB.





Fonte: O Globo


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Chapa CUTISTA, com CTB e Intersidical vence eleições no Rio

...::: Bancário Rio de Janeiro :::...
A UNIDADE É O CAMINHO
Vitória consagradora!Valeu, bancários!


Foi uma vitória incontestável. Com uma participação histórica dos bancários na eleição do Sindicato, a maior dos últimos vinte anos, a Chapa 1 venceu a eleição do Sindicato por maioria esmagadora dos votos: 82,3% (10.103) dos votos válidos contra 17,7% (2.174) da oposição (Chapa 2). Outra comprovação da vontade dos bancários em participar do pleito do Sindicato é o pequeníssimo número de votos brancos e nulos: 81 votos brancos (0,64%) e 121 nulos (0,6%). O movimento sindical cutista venceu em 70 das 73 urnas.


A diferença de votos foi ainda superior a da eleição anterior, realizada em 2006, quando a atual direção venceu a oposição com 68% dos votos válidos (9.045) contra 32% (4.291).


O presidente eleito Almir Aguiar comemorou a vitória e convocou todos os bancários para uma unidade nacional. “Esta vitória mostra que estamos no caminho certo. Nos unimos a todos os bancários e bancárias para consolidar a unidade da categoria, que será fundamental para conquistarmos novos avanços e preservarmos nossos direitos consolidados. Foi uma vitória de todos os bancários. Somos todos vencedores”, disse o sindicalista. O atual presidente Vinícius de Assumpção agradeceu o reconhecimento ao trabalho de sua gestão. “Quero agradecer a toda a categoria pela participação histórica e pelo reconhecimento de nosso trabalho. Nossa responsabilidade, a partir de agora, é ainda maior para os próximos três anos”, comentou emocionado.


A eleição teve uma participação histórica de votantes. Mais de 12 mil sindicalizados votaram no pleito que definiu a direção da entidade para o próximo triênio (maio de 2009 a maio de 2012). O processo eleitoral foi um exemplo de amadurecimento e de alto nível de consciência política, em que as chapas concorrentes deram um verdadeiro exemplo de convivência democrática. Parabéns, bancários!





sexta-feira, 3 de abril de 2009

Me levantando

Existem um situação que me irrita. Adoecer. A mais genérica e popular virose tem a capacidade de afetar além do humor, o raciocínio.
O incomodo do corpo não manter disposição. Este post é só para dizer @os companheir@s, que estou viŕotico.

Muitos debates, congressos, reuniões e negociações em andamento, mas com a participação e cooperação de muitos a vida segue seu rumo.

Mesmo doente, me recupero.

A luta continua!

terça-feira, 31 de março de 2009

Estadão: BB deve encerrar ciclo de compras com Banestes e BRB

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
30/03/2009
Estadão: BB deve encerrar ciclo de compras com Banestes e BRB

SANDRA HAHN - Agencia Estado

PORTO ALEGRE - O presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, afirmou hoje que o ciclo de aquisições da instituição federal deve se encerrar com a conclusão das negociações que envolvem o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e o Banco de Brasília (BRB). O executivo disse que o objetivo das aquisições feitas pelo BB foi preencher alguns "vazios" na oferta de produtos, citando como exemplo o financiamento de veículos, e elevar a participação de mercado no Estado de São Paulo - caso da Nossa Caixa. O apelo de BRB e Banestes é seu mercado junto a servidores públicos, segundo ele.

Lima Neto fez o comentário ao ser questionado sobre possível interesse do BB no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), que ele negou enfaticamente. "Não houve negociação, não há negociação sobre isso", frisou o executivo. Ao ser indagado sobre se o banco teve interesse no Banrisul, Lima Neto explicou que o BB nunca afirmou isso publicamente. Ele ponderou que o mercado deve ter relacionado potencial interesse no Banrisul às negociações do BB com outros bancos públicos. "Nós nunca negociamos nem fizemos nenhum movimento organizado em relação a isso", reiterou, antes de apresentar palestra em reunião-almoço do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) em Porto Alegre.

Sobre o comportamento do crédito e o efeito da crise financeira mundial, Lima Neto disse que o ritmo de desembolsos do BB com recursos livre em março está em R$ 1,07 bilhão por dia. Em janeiro e fevereiro, a média havia caído para R$ 900 milhões por dia, em um período de sazonalidade mais baixa, observou o executivo. Em setembro do ano passado, a média de liberações foi de R$ 1,08 bilhão por dia. Para o crédito rural, Lima Neto projetou operações de R$ 11,016 bilhões em 2009, ante R$ 10,199 bilhões em 2008.

Ao abordar a preocupação do governo com a queda do spread dos bancos, Lima Neto disse que o objetivo é implantar medidas estruturais que aumentem a competição no sistema financeiro. Ele citou, como exemplo, a possibilidade de transferir a conta salário de funcionários de empresas privadas de uma instituição para outra, benefício que chegará aos servidores públicos em 2012. A queda do spread depende do ambiente de crescimento econômico, que será recuperado, e da continuidade de medidas como a adoção do cadastro positivo de clientes, que está próxima de ser aprovada pelo Congresso, segundo ele. Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes.

Fonte: Estadão


segunda-feira, 30 de março de 2009

Brasil contra crise: CUT faz ato em defesa dos empregos e redução dos juros

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
24/03/2009
Brasil contra crise: CUT faz ato em defesa dos empregos e redução dos juros

Dia 30, todos às ruas! A Central Única dos Trabalhadores e o movimento sindical, social e estudantil estarão novamente unidos nas ruas no próximo dia 30 de março, segunda-feira, para dizer não à crise e às demissões e exigir a redução drástica da taxa de juros, recursos para os investimentos em políticas públicas e a defesa dos direitos trabalhistas e sociais.

Veja abaixo a íntegra da convocatória do ato unificado. Em São Paulo, a concentração inicia às 10 horas, na avenida Paulista, 1374, em frente ao Banco Real Santander e à Fiesp, de onde os manifestantes saem em passeata até a sede do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e da Bolsa de Valores.

De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da CUT e da CMS, "é fundamental que o conjunto das entidades se esforcem nesta reta final, ampliando a unidade e a mobilização de suas bases em todos os Estados do país".

Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora - e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!

NÃO ÀS DEMISSÕES!

REDUÇÃO DOS JUROS!

REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA, JÁ!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!

Ato Internacional Unificado Contra a Crise

Organizadores:

ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA




Fonte: CUT


sexta-feira, 27 de março de 2009

BB: bancários conquistam licença-maternidade de 180 dias e mesas temáticas

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
BB: bancários conquistam licença-maternidade de 180 dias e mesas temáticas

O Banco do Brasil concordou com a reivindicação dos trabalhadores e aprovou a licença-maternidade de 180 dias para as bancárias. A notícia foi dada em nova rodada de negociação entre a Contraf/CUT e o banco, realizada nesta sexta-feira, dia 27. Além disso, o encontro tratou da definição do cronograma de instalação e funcionamento das mesas temáticas.

"Trata-se de um fato positivo, que atende uma reivindicação que constava da minuta da categoria", lembra Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do Banco do Brasil, da Contraf/CUT. "O BB dá um passo importante na valorização de suas funcionárias", diz. A validade do novo direito é retroativa ao dia 8 de dezembro. Assim, as mulheres que deram a luz a partir dessa data podem reivindicar o benefício.

Mesas temáticas

Foi definido o dia 6 de abril para o início dos trabalhos de três mesas temáticas, tratando dos seguintes temas:

- Remuneração - envolvendo debate sobre Plano de Carreira, Cargos e Salários, lateralidade, carreira de mérito e outros.

- Saúde e condições de trabalho - debatendo exame periódico de saúde, qualidade de vida no trabalho, programa de controle médico e saúde ocupacional etc.

- Fusões e incorporações - que tratará dos temas específicos de cada incorporação ou fusão feita pelo banco. Essa mesa tem um caráter diferenciado e se subdividirá para tratar de cada processo de fusão de forma individual.

As mesas devem iniciar seus debates em abril e apresentar seus relatórios concluídos na primeira quinzena de maio. A exceção é a mesa sobre Fusões, cujo andamento se dará de acordo com as demandas de cada processo.

Conciliação

As Comissões de Conciliação Prévia (CCPs) também foram tema da negociação. Os representantes dos bancários questionaram o banco sobre as alterações irregulares feitas pela empresa no texto do anexo da quitação. Os bancários reivindicam que o texto permaneça de acordo com o que consta no contrato firmado entre banco e entidades sindicais para a instalação das CCPs. Os trabalhadores reivindicaram também que seja feita uma avaliação das conciliações que aconteceram até agora para ver quais as questões mais recorrentes e tentar solucionar os problemas, em especial os casos de desvio de função e hora-extra devida.

"Estamos orientando os sindicatos a não realizar conciliações se o banco continuar alterando o texto da quitação e incluindo reflexos que não estão previstos no anexo inicial", afirma Marcel.

Também foi discutida a situação da participação do BB no Banco Votorantim, que está provocando o fechamento de setores no BB. Os trabalhadores reivindicaram a imediata abertura de negociações para tratar do tema.

Fonte: Contraf/CUT


Definida comissão eleitoral para eleição do Sindicato dos Bancários do Ceará triênio 2009/2012

Aconteceu ontem, na sede do seeb ce, assembléia que definiu a comissão eleitoral para eleição do Sindicato dos Bancários do Ceará triênio 2009/2012. Apenas uma chapa foi inscrita na assembléia. Os bancários sindicalizados, Bosco Cardozo (CEF), Dantas(BNB) e Marlúcia(CEF), vão conduzir o processo.
O edital de convocação da eleição será no dia 02/04. a inscrição de chapas até 17/04. A votação acontece nos dias 29,30 de junho e 01 de julho de 2008.

O processo inicia-se agora para um dos 10 maiores sindicatos de bancários do brasil e um dos mais importantes do ceará.

Vamos as luta! Somos Fortes, Somos CUT!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Diálogos universitários - A crise financeira

Com o ex-BC Gustavo Loyola. Estou curioso pois após meu retorno a vida acadêmica ainda não vi em peso as organizações dos debates ideológicos. Em todo caso vou munido dos textos de marcio porchman, dowbor, belluzo e as resoluções da cut e contraf.

Gustavo Loyola
Tema: Desafios Econômicos para 2009
Data: 25/03/2009
Local: UFC - Auditório da Faculdade de Direito
Hora: 18:30
Convite aberto a maiores de 18 anos.

Programação:

18h30 - Café de boas vindas
19h00 - Abertura
19h15 - Palestra
20h00 - Dialogo com os participantes

Sindicato do Ceará fecha agência do HSBC por uma hora

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
24/03/2009
Sindicato do Ceará fecha agência do HSBC por uma hora

O Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb Ceará) promoveu um ato de protesto nesta terça-feira, dia 24/3, fechando a agência do HSBC do Centro de Fortaleza por uma hora. Seguindo a movimentação nacional, a manifestação foi para protestar contra o fechamento de dezenas de agências que resultaram em cerca de duzentas demissões realizadas pelo banco nas duas últimas semanas. Somente em Fortaleza foram demitidos nove trabalhadores e anunciou o fechamento de uma agência do banco, no bairro Montese.

Os bancários distribuíram carta-aberta à população denunciando o descaso do banco com seus trabalhadores e com a sociedade brasileira. "Este banco é a melhor empresa somente para a diretoria, pois os demais funcionários são tratados como lixo. O banco inglês veio ao Brasil só para explorar os trabalhadores e sempre acham que o lucro deles é pouco", denunciou o diretor do SEEB/CE e funcionário do HSBC, Humberto Silva.

Para o também diretor do Sindicato, Carlos Eduardo, o HSBC é oportunista, pois fala em crise e está prestes a comprar a Losango. "Se o banco inglês investiu no setor imobiliário dos Estados Unidos e perdeu dinheiro, não queira tirar sua perda nas costas do trabalhador brasileiro", completou.

O diretor da FETEC/NE, Ribamar Pacheco denunciou o HSBC como "monstro do sistema financeiro internacional oportunista, que gasta milhões com publicidade apregoando responsabilidade social, quando não tem responsabilidade alguma com os seus trabalhadores e a sociedade".

Durante a manifestação, todos os dirigentes sindicais foram unânimes em afirmar que "nós trabalhadores não vamos aceitar que esses oportunistas de mercado continuem demitindo. E o governo não pode apoiar empresários, quando trabalhadores estão pagando um preço alto com seus empregos. Isso é inaceitável!".


Fonte: Seeb Ceará


segunda-feira, 23 de março de 2009

Ana Smolka*OPINIÃO: DDD no Banco do Brasil

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
23/03/2009
OPINIÃO: DDD no Banco do Brasil

Por Ana Smolka*

Depois de serem aprovados no concurso, os funcionários do Banco do Brasil são chamados para o trabalho através de uma ligação ou telegrama. Eles se sentem orgulhosos de sua colocação no concurso, suas famílias os parabenizam e se tranqüilizam. Todos pensam que se iniciará uma jornada de muitas possibilidades na empresa maravilhosa que os recebe com tantos benefícios e créditos, empresa continental. Pensam que serão inúmeras as possibilidades e, depois de um treinamento mínimo de uma ou duas semanas, vão para as agências. No movimento sindical chamam este momento de primeiro "D". D de DESLUMBRE.

Deslumbrados, chegam à agência e logo percebem que são muito necessários e se perguntam como os colegas estavam se virando sem eles. Percebem que em dias de pagamento uma multidão enche a agência e os colegas mais experientes não têm tempo para ajudá-los. Ou melhor, não há tempo nem para respirar ou ir ao banheiro, e é preciso se virar.

Seis meses depois lhes oferecem uma comissão ("Ora, ora... Promovido com tão pouco tempo, devo ser muito bom mesmo!"). Em casa, novo motivo de comemoração e orgulho: uma comissão que vai mudar o nome de sua atividade - porém, na prática, a atividade continua a mesma - só que com uma jornada de 8 horas e com intervalo de uma hora de almoço ("Mas não tinham dito que bancário trabalha 6 horas? Que é lei? Conquista da luta da categoria com anos de mobilizações e greves? Ué?"). O certo seria ser comissionado sem que sua jornada fosse alterada, ou receber pela 7ª e 8ª hora de rotina. Comissão não é hora extra e, se calculada, ela não pagará estas duas horas a mais que se está trabalhando, e que se fossem horas pagas como horas extras, deveriam ter adicional de 50% conforme o acordo coletivo.

Comissionado, como ele é agora, não faz greve, por isso é melhor deixar este pensamento "vermelho" para lá. Provavelmente, comissionados não são mais bancários, pois trabalham 8 horas, alguns dias até mais (e como o ponto eletrônico incomoda!) Como algumas atividades não são possíveis após o horário, ele acaba separando aquelas que não precisam de acesso ao sistema para fazer depois do fim da jornada, ou antes dela começar, burlando o ponto eletrônico. Afinal, comissionados devem se dedicar mais.

Com mais crédito a disposição, o funcionário aumenta dívidas pessoais, compromete sua margem aumentada pela comissão e passa a temer as ameaças de descomissionamento (prática muito comum de alguns gerentes). O funcionário passa também a precisar de sua PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para cobrir parte do endividamento. Precisa lembrar de ligar para o Sindicato, e espera que o Sindicato aceite logo qualquer acordo com o Banco para, finalmente, receber a PLR.

Ele começa a ficar esgotado e sem disposição para estudar ou para conviver mais com sua família. Fala do banco com a família bem mais do que gostaria e vê que sua vida se resume a: chefe, clientes, colegas, vendas... ou melhor, vendas, clientes, chefe, chefe, vendas, clientes... sabe-se lá a ordem da pressão. E os pobres colegas de infortúnio estão todos esgotados, alguns doentes, afastados. Os "coitados", que fazem uma tremenda falta, pois gerentes não podem repor funcionários afastados e quem está na agência fica sobrecarregado demais.

Por mais que o funcionário se esforce, não tem para onde crescer. A tão deslumbrante carreira parece inacessível agora. Da comissão fica difícil sair (nem se morrer alguém), pois quando surge uma vaga vem colega de fora, às vezes com rebaixamento de salário, apenas para mudar de cidade ou de agência (tem algumas agências que são muito piores que outras - cheias de gente, não se vence o trabalho, e a pressão é enorme). O pessoal não quer ficar no interior e sacrifica o salário para vir para uma cidade maior. O funcionário se sente, então, "desiludido". No movimento sindical chamam este momento de segundo "D". D de DESILUSÃO.

O funcionário se inscreve, então, no TAO (sistema de talentos e oportunidades), em que o banco analisa currículos para promover funcionários. O sistema é muito concorrido, milhares se inscrevem buscando uma oportunidade... doce ilusão. No movimento sindical, chamam o TAO de "Tenta Amanhã Otário".

O funcionário vê que sua agência é um inferno e que seus colegas ficam doentes com freqüência - pelo menos um deles falta, quando não dois ou três no mesmo dia. O tempo passa e ele não consegue ir para um lugar melhor. As pressões são as mais variadas: o gerente cobra o cumprimento de metas de vendas dos produtos bancários e o funcionário sente-se esgotado, ou deprimido, pois os clientes o xingam, falam alto na agência. A maioria está lá com problemas, com pressa e raiva e querem soluções, não espera. Os clientes se estressam, pois a espera é inevitável, mais ainda em dias de pagamento. A agência é pequena e não comporta tantas pessoas dentro. Não há espaço físico e, em algumas, falta ar.

O funcionário percebe que é uma tolice a sonhada jornada de seis horas, pois a lei não será cumprida e todos acham normal trabalhar oito ou mais horas por dia, sem receber horas extras. Normal é ser explorado, normal é ser desrespeitado, é não cumprir a lei quando se trata de direito trabalhista.

Chega, então, um "bendito" novo funcionário na agência. E o antigo funcionário tem ainda que ensiná-lo e sorrir para mais um querendo crescer por lá. As responsabilidades, dívidas pessoais e metas só aumentam. Os funcionários não vencem as pressões e procuram a CASSI (plano de saúde dos funcionários). Quando o já antigo funcionário pára pra pensar, fica desesperado. Tenta estudar para outro concurso, afinal, se foi selecionado entre milhares, pode passar novamente. No movimento sindical chamam este momento de terceiro "D". D de DESESPERO.

Caros colegas, dispor de tempo para viver, ter um ambiente de trabalho saudável e ganhar dinheiro suficiente é qualidade de vida. O Banco do Brasil ainda é do povo brasileiro e deve servir de exemplo para os demais bancos do país, respeitando os direitos de seus funcionários.

*Ana Smolka é dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e funcionária do Banco do Brasil.


Novo pacote, fortalecendo BB e Caixa, busca reduzir spreads e assegurar crédito

Contraf - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
18/03/2009
Novo pacote, fortalecendo BB e Caixa, busca reduzir spreads e assegurar crédito

Valor Econômico

Alex Ribeiro e Claudia Safatle, de Brasília

O governo já tem um desenho do pacote de medidas, que deve ser divulgado em breve, para reduzir o spread e desobstruir o crédito bancário

O governo já tem um desenho do pacote de medidas, que deve ser divulgado em breve, para reduzir o spread e desobstruir o crédito bancário. As principais propostas em discussão são: o Banco Central assumirá a regulação dos cartões de crédito, a Caixa Econômica estimulará fusões e aquisições de bancos pequenos, a Caixapar, que será constituída com patrimônio de R$ 3 bilhões, vai adquirir participações em bancos médios e provê-los de funding para que possam voltar a emprestar e o BNDES poderá operar um sistema de seguro de crédito. Avalia-se a possibilidade de o BNDES usar, para isso, o Fundo Garantidor de Promoção da Competitividade (FGPC).

Essas são algumas das sugestões do grupo de trabalho criado pelo governo para apontar soluções para a baixa dos spreads e retomada do crédito, necessários à reativação da economia.

A CEF e o Banco do Brasil devem assinar, nesta semana, um convênio com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) se comprometendo a conceder isenção de tarifas bancárias e juros menores para os cerca de 500 mil clientes potenciais que a central tem como associados.

"Vamos jogar pesado na concorrência", adiantou uma fonte qualificada do governo. A ideia é estender a todas as entidades organizadas a possibilidade de assinar convênios dessa natureza, atraindo clientes para os bancos públicos. Com isso, espera-se induzir os grandes bancos privados a também reduzir o custo do dinheiro.

O segmento de cartões de crédito vive num limbo regulatório e o governo não vê razão para as administradoras cobrarem juros de 7%, 8% até 9% ao mês. Hoje, o BC desconhece as taxas de juros e os spreads cobrados pelos cartões. Desse setor, a autoridade monetária conhece apenas os volumes emprestados, que chegam a R$ 75 bilhões. Estando sob sua regulação, o mínimo que o BC poderá fazer é dar transparência aos dados das administradoras.

Com a compra de participações minoritárias e posterior capitalização de bancos médios, como a CEF pretende fazer, o governo espera que essas instituições voltem a operar com as médias empresas, no crédito consignado e de veículos usados e motos, áreas que ficaram órfãs do crédito na crise atual.

Fonte: Valor Econômico